Atualmente, os alisamentos estão entre os procedimentos mais procurados nos salões de beleza, mas podem trazer problemas. Entre tantas opções, novidades e nomes diferentes, surgem as dúvidas. Algumas informações e dicas podem ajudar a manter sua saúde e seus cabelos seguros.

Apesar de inúmeros nomes fictícios e de promessas de que os “novos” alisantes não contem formol, todos os produtos que mantêm os cabelos lisos mesmo após molhá-los são inevitavelmente à base de tioglicolato, hidróxido de sódio, de guanidina ou de lítio. Essas são as substâncias permitidas pela legislação.

Já o formol é permitido no mercado de cosméticos em concentração até 0,2% como conservante e 5% como endurecedor de unhas, mas seu uso como alisante de cabelos não é permitido, pelo seu potencial efeito cancerígeno em concentrações mais altas. O glutaraldeído também não é permitido como alisante.

Outros produtos usados, como a carbocisteína, por exemplo, não é capaz de alisar de forma permanente quando usada isoladamente.

Recentemente, surgiu o ácido glioxílico, considerado um agente alisante semi-permanente. O cabelo retorna ao seu formato natural após 5 a 10 lavagens. Porém, estudos mostram que essa substância, quando submetida a altas temperaturas, também libera formol.

Dica: procure sempre verificar o frasco do produto que irá utilizar. Todos os alisantes, inclusive os importados, devem obrigatoriamente ser registrados na Anvisa, pois podem possuir substâncias proibidas, de uso restrito e em condições e concentrações inadequadas, que podem ser nocivas.

E se for alisar o cabelo, procure utilizar o mesmo grupo químico em todos os processos, pois há produtos incompatíveis, podendo ocorrer reações indesejadas, como a quebra da haste capilar.
Dra. Flávia M. A. Basílio – Dermatologista | CRM PR – 28624