Olheiras

Olheiras

A hiperpigmentação periorbital ou olheira, embora seja uma mera diferença de cor entre a pele da pálpebra e o restante da pele da face, pode provocar importante desconforto para o paciente, que demonstra um aspecto de cansaço e envelhecimento. Sua prevalência é maior em pessoas de pele e cabelos escuros, acomete qualquer idade, independente do sexo, mas é evidente a maior queixa por parte das mulheres.

Sua causa é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, exposição ao sol, tabagismo e etilismo, privação de sono, uso de alguns medicamentos, envelhecimento (flacidez palpebral) e algumas doenças que cursam com retenção hídrica e edema palpebral. As olheiras podem ocorrer devido a 2 mecanismos (isolados ou associação deles):

Hiperpigmentação Melânica

Ocorre devido ao aumento de produção de melanina, gerando escurecimento da pele da pálpebra.  É mais comum em pessoas morenas e com história de exposição solar excessiva.

Hiperpigmentação Vascular

A pigmentação ocorre por dilatação dos vasos sanguíneos locais. É mais comum em descendentes de árabes, turcos, hindus e ibéricos, aparecendo muitas vezes já na infância. Ocorre piora em situações de cansaço, insônia, respiração oral e choro, os quais podem gerar extravasamento de sangue na derme.

Para apagar olheiras e aliviar a impressão de cansaço vale tudo: das antigas compressas de chá-de-camomila (uma solução paliativa) às técnicas modernas de laser. É bom lembrar que nenhuma delas resolve cem por cento o problema, mas a melhora é considerável. Vários tratamentos estão disponíveis para amenizar a olheira, no entanto ainda não existe a cura. As principais opções terapêuticas são:

Aplicação tópica de produtos despigmentantes (vitamina C, ácido kókico, ácido tioglicólico, hidroquinona, arbutin): é preciso ter paciência e disciplina para usar creme, uma ou duas vezes por dia. Aplique-o fazendo massagem no sentido horário. Comece com movimentos circulares a partir do canto externo da pálpebra superior em direção ao conto interno, próximo ao nariz.

Peelings Químicos (ácido tioglicólico, ácido retinóico, ácido glicólico): promovem a renovação da camada superficial da pele, amenizando as olheiras. Realizado no consultório médico, o procedimento pode ser aplicado apenas nas pálpebras ou em todo rosto, dependendo da qualidade da pele do paciente. São realizadas em média de 4 a 6 sessões e ocorre um leve inchaço e descamação fina da pele da região, que após poucos dias já normaliza.

Luz Intensa Pulsada e Laser: são principalmente indicados em olheiras vasculares pela atração da luz pelo pigmento vascular, gerando uma melhora na cor da pele e também na textura, devido ao estímulo de colágeno. São realizadas de 3 a 6 sessões, pode ocorrer inchaço no local que regride em poucos dias. É importante o uso de despigmentantes associados e o cuidado com o sol, para evitar hiperpigmentações indesejadas.

Preenchimento com Ácido Hialurônico: consiste na injeção do ácido hialurônico  quando existe uma depressão logo abaixo da pálpebra inferior, chamada “goteira nasolacrimal”. Por ser uma substância encontrada na matriz extracelular da própria pele, o ácido hialurônico é um preenchedor bastante seguro, e devido a sua capacidade de reter água, proporciona uma hidratação e melhor turgor à pele.  Os melhores resultados são obtidos em pacientes jovens e que possuem pouca flacidez palpebral e bolsas de gordura. A aplicação é feita sob anestesia local, pode ocorrer inchaço e hematomas nos primeiros dias. O resultado pode durar de 6 a 9 meses.

Blefaroplastia para Correção das Bolsas de Gordura: a cirurgia das pálpebras inferiores tem o objetivo de corrigir o excesso cutâneo (flacidez) e as bolsas de gordura, que muitas vezes, estão proeminentes e aumentadas na região orbitária inferior. As olheiras podem estar associadas ao excesso de bolsas palpebrais e ao edema ou aumento de volume local. A cirurgia, então, faz parte do tratamento em casos selecionados e traz bom resultado estético, tanto para as olheiras quanto para o rejuvenescimento da região orbitária.