Transplante Capilar

Transplante Capilar

A cirurgia de transplante capilar sofreu grande avanço nas últimas três décadas. A introdução da microscopia para dissecção e preparo das unidades foliculares, revolucionou este procedimento e hoje podemos obter excelentes resultados, com muita naturalidade e densidade, através do uso das modernas técnicas desenvolvidas e aprimoradas neste longo período.

Microlâminas de safira e microscópios eletrônicos de alta precisão são exemplos de nossa preocupação em oferecer equipamentos de última geração. A equipe treinada e em constante atualização assegura também um tratamento em constante evolução, acompanhando as tendências mundiais deste procedimento.

Os tratamentos cirúrgicos para a face são:

Unidade Foliculiar (UF)

A unidade folicular é a estrutura que contém, além do bulbo capilar (raiz do cabelo), glândula sebácea, músculo eretor do pelo, vasos sanguíneos e terminações nervosas, que permitem o crescimento saudável do cabelo. Na natureza podemos encontrar unidades foliculares com uma, duas, três e até quatro cabelos dividindo as mesmas estruturas de crescimento. As unidades foliculares são identificadas e divididas através do uso de microscópios, para depois serem implantadas uma a uma.

A Calvície

A calvície pode ter diversas causas. Nos homens a mais comum é a calvície androgenética, que deve ser tratada clinicamente e através de transplante capilar, em casos selecionados.

Hoje em dia, classificamos a calvície em padrão masculino ou padrão feminino. O padrão masculino é aquele que se inicia pelas entradas ou, eventualmente, pela coroa e evolui para a região central da cabeça (classificação de Norwood, fig. 1).

O padrão feminino apresenta uma rarefação generalizada, iniciando pela linha central, mas mantendo a linha anterior de implantação (classificação de Ludwig, fig. 2).

A calvície androgenética é hereditária, mas apresenta múltiplos genes envolvidos, podendo haver herança hereditária do lado de ambos: pai e mãe. O instrumento pelo qual essa hereditariedade se manifesta é um metabolito da testosterona chamado DHT (dihidrotestosterona), que ao ligar-se aos fios de cabelo, promovem um afinamento progressivo com atrofia da raiz, evoluindo para calvície.

A Cirurgia

A cirurgia de transplante capilar tem o objetivo de transferir fios de cabelo da região occipital e temporal para as áreas calvas ou que apresentem diminuição da densidade capilar.

A ausência de receptores para DHT nos bulbos capilares das regiões occipital e temporal fazem com que os fios, nestas áreas, estejam sempre saudáveis e fortes. Esses fios nunca vão sofrer ação da DHT, mesmo quando forem transplantados para outra região, sendo assim, os fios permanecem para sempre nas áreas tratadas, mantendo a aparência e o resultado de forma definitiva.

Para a implantação das unidades foliculares, inicialmente, utilizamos microlâminas para a confecção de orifícios delicados e precisos, após, realizamos a colocação de cada UF de forma individual, obedecendo a angulação natural dos cabelos. Desta forma, os cabelos crescerão sem marcas e com aspecto natural, proporcionando resultados muito satisfatórios.

O tempo de duração da cirurgia pode variar entre 5 a 7 horas (média de 6 horas).

Após o término da cirurgia o paciente permanece em observação por algumas horas e recebe alta no mesmo dia.

Área doadora e cicatriz

A retirada dos fios da região occipital normalmente é feita através da técnica de STRIP (faixa) e, em casos selecionados, a técnica do FUE (extração de unidade folicular).

A cicatriz resultante na técnica da faixa é uma linha que cruza a região occipital (nuca) e fica camuflada entre o cabelo. A técnica do FUE normalmente deixa pequenas marcas que tornam-se pouco perceptíveis.

A técnica do FUE está indicada para casos que necessitam de número pequeno de unidades foliculares ou em casos em que a técnica de STRIP não pode ser realizada. A técnica de STRIP ainda é a mais utilizada, pois proporciona uma quantidade de UF muito maior do que se obtém quando se utiliza a FUE.

Anestesia

A anestesia mais utilizada é a local associada à sedação endovenosa. O paciente dorme durante todo o procedimento, não sente e nem tem desconforto trans-operatório.

Pós-operatório

Após a cirurgia o paciente deve manter repouso relativo, evitando movimentos bruscos da cabeça e elevar peso por 15 dias. Está liberado para atividades leves, como dirigir, no dia seguinte da cirurgia. Exercícios físicos e exposição solar estão proibidos por 30 dias.

Cuidados locais são importantes. O paciente deve lavar a cabeça de forma delicada e com sabonete líquido especial por 15 dias. Outras recomendações serão dadas no período de recuperação pós-operatório. Os pontos são retirados com 12 dias.

O tratamento clínico deve ser continuado e tem grande importância no crescimento dos cabelos implantados e na manutenção dos cabelos naturais da área tratada.

Resultados

O resultado final da cirurgia depende da recuperação total do edema (inchaço), da completa cicatrização e integração das unidades foliculares. Após a fase inicial de 30 dias se observa queda parcial ou total dos fios implantados (eflúvio).

Após esse período inicial os cabelos que caíram voltam a crescer. Os primeiros fios surgem com 2 a 3 meses, mas nem todos os fios crescem ao mesmo tempo e pode haver crescimento de fios até 1 ano após a cirurgia. Por isso, o resultado final de um transplante capilar só poderá ser avaliado após 1 ano da cirurgia.

O total comprometimento do paciente com as orientações pós-operatórias são essenciais para obtenção do melhor resultado. O resultado final será a soma entre tratamentos clínico e cirúrgico.

As modificações nos hábitos de vida como dieta, exercícios físicos regulares, a manutenção do peso e eliminação de vícios como o tabagismo também têm grande influência no resultado a médio prazo.

Complicações e advertências

Uma cirurgia plástica, assim como, qualquer outro procedimento cirúrgico pode apresentar complicações. Cada organismo reage de forma diferente ao procedimento cirúrgico, desta forma a evolução de um paciente pode ser diferente de outro que foi submetido ao mesmo procedimento. Assim, a maioria dos pacientes evolui sem problemas no pós-operatório, mas existe uma pequena parcela que pode apresentar alterações em sua recuperação, evoluindo com complicações.

As complicações cirúrgicas podem acontecer, mas quando identificadas e tratadas adequadamente são revertidas e evoluem bem na quase totalidade dos casos. As mais comuns em cirurgia são:

  • Hematomas e sangramentos
  • Alterações cicatriciais
  • Infecção
  • Seromas
  • Necrose de tecidos
  • Alteração de sensibilidade cutânea
  • Trombose venosa
  • Complicações anestésicas
  • Reações alérgicas às medicações

As informações contidas neste site visam esclarecer o paciente sobre suas dúvidas e questões frequentes, mas não substituem a avaliação individual de cada caso.

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